sábado, 2 de outubro de 2010

Comissão de Combate à Improbidade pede a juiz do trabalho processo em que funcionário da fazenda de Maranhão assume receber da prefeitura de Araruna


Enquanto toda a classe política estava empenhada no processo eleitoral, a Comissão de Combate à Improbidade Administrativa do Ministério Público Estadual dava seguimento a investigações paralelas envolvendo nome de candidatos à disputa majoritária.

No dia 18 de agosto, a Comissão de Combate à Improbidade enviou ofício solicitando ao juiz da Vara do Trabalho em Guarabira solicitando cópia do processo trabalhista em que um funcionário de uma das fazendas do governador José Maranhão (PMDB) admitiu em juízo que recebia pela prefeitura de Araruna, terra natal do governador, administrada pela irmã do peemedebista.

Capataz em um das fazendas do governador, Bento Agripino foi listado como preposto de Maranhão em ação trabalhista na qual o agricultor Severino Gonçalves Ramos acusava-o de pagar remunerações abaixo do Mínimo, atrasar salários, pagar trabalho com comida e ainda não assinar Carteira Profissional.

Em seu depoimento, Bento Agripino, cuja relação trabalhista com a prefeitura de Araruna pode ser facilmente identificada no Sagres do Tribunal de Contas do Estado, declarou que não assinar carteira é uma praxe das fazendas de Maranhão.

Como ensina Cristo, nem só de pão e água vive o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus.

Luís Tôrres
Postado por: Luis Torres

PF apreende contas de água pagas por supostos cabos eleitorais

Karoline Zilah

Na tarde deste sábado (2), a Polícia Federal cumpriu um mandado de busca e apreensão expedido pela 71ª Zona Eleitoral de Campina Grande, tendo como alvo comprovantes de pagamento de 72 contas de água, luz, telefone e multas de trânsito com endereços de Lagoa Seca e Campina. A denúncia foi feita pelos funcionários de uma agência de correspondência bancária, a PagFácil, que percebeu o nervosismo das três pessoas que estavam com os documentos.

Segundo o depoimento da funcionária que recebeu as contas, as duas mulheres e o homem suspeitos estariam vestidos com camisas vermelhas. De acordo com os delegados Marcelo Bessa e Ricardo Vasconcelos, a Polícia Federal foi procurada pelos funcionários da agência na sexta-feira à noite. De posse da denúncia, foi solicitado um mandado de busca e apreensão, que foi expedido hoje pelo juiz Sérgio Moura Martins.

O delegado Marcelo Bessa, encarregado das investigações eleitorais, declarou que já tem os nomes dos suspeitos, mas que ainda não é possível afirmar se o caso se tratou de um crime eleitoral. Segundo ele, a apreensão aconteceu por se tratar de uma situação atípica, com indícios de possível irregularidade, principalmente devido ao nervosismo dos supostos clientes.

Os advogados da coligação Paraíba Unida, de José Maranhão, disseram que estão a caminho da delegacia da PF, e que ainda não podem declarar nada sobre o assunto, sem antes tomar conhecimento oficial sobre o teor da denúncia.

O caso

Os documentos foram entregues pela PagFácil da rua Vigolvino Wanderley, na praça conhecido como 'Ponto de Cem Réis', no bairro da Conceição. Segundo depoimento dos funcionários, duas mulheres e um homem chegaram à agência por volta das 17h30 com dois envelopes, sendo um com dinheiro e outro com cerca de 200 contas. Como estava próximo ao término do expediente e havia muitos documentos a pagar, a funcionária teria fechado a agência.

Porém, ela disse ter percebido o nervosismo das três pessoas. Após registrar os pagamentos de 72 contas, no valor total de R$ 2.373,40, o grupo desistiu de continuar e foi embora. Os comprovantes foram recolhidos por volta das 14h30 de hoje para análise.

O material foi encaminhado à sede da PF em Campina para apreciação dos delegados. Como se tratou de um mandado expedido pela Justiça Eleitoral, um inquérito foi aberto para apurar a origem das contas e porque havia tantas delas sendo pagas. Equipes da PF ainda estão nas ruas de Campina fazendo diligências para encontrar os suspeitos de envolvimento.

Intenção de Aije

Mesmo sem nenhuma confirmação sobre a existência de crime eleitoral, os advogados da coligação de Ricardo Coutinho (PSB), Uma Nova Paraíba, foram até a sede da PF para se inteirar sobre o assunto. A equipe anunciou que pretendem entrar com uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) para verificar se houve crime de compra de votos.

A vergonha dos jornalistas #EleicaoSemCorreio

Senhoras e senhores, cidadãos da Paraíba, o sistema correio de comunicação extrapolou o limite do insustentável. Este sistema, do qual faço parte e onde já vivi bons momentos como profissional, é de concessão pública, se apresenta como imparcial e se diz a serviço da informação e da comunidade, mas está, de forma descarada, desrespeitosa e estúpida, dando uma demonstração clara de que está vendido. Que vergonha para a sociedade paraibana, que vergonha para nós jornalistas, nossas famílias, nossos leitores, nossos telespectadores e clientes.


Que vergonha, Correio da Paraíba, para os verdadeiros profissionais que estão aqui dentro, se vendo obrigados a contribuir com um jogo sujo e irresponsável arquitetado pelos líderes desta casa de horrores e os seus capangas. Este jogo extrapolou o limite do insuportável há muito tempo, mas descambou, mais ainda, para além do ridículo, no programa apresentado por Marcelo José e Helder Moura, no final da manhã deste sábado, véspera de eleição, ao tratar a articulada pauta da ação da PF no comitê financeiro de Ricardo Coutinho (bons tempos aqueles em que podíamos falar a verdade sobre este rapaz). Quem está aqui dentro, mesmo sem participar diretamente, percebe como estas coisas vergonhosas são arquitetadas. Que vergonha Correio da Paraíba. Fica para a história o exemplo de como se joga na latrina o jornalismo.

Fica para a história o exemplo de como o direito público pode ser desrespeitado e manipulado por um grupo de falsos profissionais da comunicação que hoje estão com a conta bancária CHEIA DE DINHEIRO PÚBLICO e usam uma concessão pública para atender aos interesses das mais arcaicas práticas politiqueiras. Que vergonha Correio da Paraíba.

Nossa solidariedade e nossos pêsames, para com os verdadeiros profissionais de jornalismo; nosso repúdio para os irresponsáveis, cuja ética se mede em centavos e que colocam o jornalismo na vala da hipocrisia, da venalidade, da desonestidade.

Está marcado, para sempre, na testa de alguns facínoras travestidos de jornalistas, a alcunha “vendido”. Andem eles, a partir de agora, de cabeça baixa ou mostrem, de cabeça erguida, o quanto um patife pode fingir-se íntegro, o quanto um pulha, pode pousar de cidadão.

Poucas vezes o jornalismo, como profissão e como instrumento social, foi tão ferido e execrado. Entristece-nos mais ainda saber que tudo isso acontece agora, em pleno século 21. Quando esta empresa poderia seguir perfeitamente a sua missão de informar "com ética e paixão". São, acredito, os últimos reflexos da idade média.

Vcs acreditam mesmo que só, apenas vcs, correianos babacas, tem o poder de discernimento. Que não há inteligência além destas paredes e desta esquina da Pedro II?  Ou o imbecil sou eu, por não ter vendido a alma, por conseguir enxergar além da minha conta bancária? a história não nos perdoará. Espero que a sociedade possa entender que não somos todos iguais; que há por aqui, também, seres humanos indignados

*Jornalista Envergonhado que não comete o disparate de se identificar, pois certamente seria perseguido, junto com família e amigos, por este bando de inescrupulosos. Sigo fazendo jornalismo. Podem observar que ainda há deste produto no Correio, apesar da sujeira que nos incomoda por estes corredores do Sistema Correio.

Vamos aderir a essa campanha: #EleicaoSemCorreio

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Terra: justiça encontra material de Maranhão em hospital estadual

A Justiça Eleitoral apreendeu dentro do gabinete do diretor do Hospital Regional do município paraibano de Solânea, material de campanha dos candidatos a governador José Maranhão, a deputado federal, Benjamim Maranhão, e da candidata a deputada estadual, Olenka Maranhão - todos peemedebistas.

Na operação, foram encontrados também, dentro da unidade hospitalar, xerox de títulos eleitorais, identidades, documentos de veículos e uma relação com nomes de pessoas que deveriam ser atendidas no hospital a pedido de dois dos candidatos a deputado. A polícia ainda encontrou no local cartas que pediam votos tanto para os candidatos a deputado quanto para o candidato a governador José Maranhão.

A operação foi comandada pelo juiz da 48ª Zona Eleitoral da Paraíba, Ozenival dos Santos Costa. O magistrado ainda contou que os envelopes onde o material de campanha estava inserido tinham o endereço do hospital, que pertence ao Governo do Estado. De acordo com o juiz, o caso se configuraria como o uso da máquina pública em benefício de campanha. O material apreendido será encaminhado à Polícia Federal.

Entenda porquê Maranhão não vai aos debates


Não entendeu? Clique aqui.

Maranhão responde com silêncio perguntas do debate na TV Cabo Branco

Quem cala consente.
No último debate realizado na TV Cabo Branco, os candidatos que tiveram coragem de ir, fizeram as perguntas a Zé Maranhão e o mesmo respondeu com silêncio. O mesmo silêncio que vive a Paraíba durante 10 anos. Um silêncio de ideias, evolução e desenvolvimento.